Sobre a Obra
JOÃO FERREIRA DE ARAÚJO PINHO GENRO DO BARÃO DE COTEGIPE GOVERNADOR DA BAHIA. LINDO PRATO DECORADO COM FIGURA DE QUERUBINS E GUIRLANDAS. NA ABA MONOGRAMA JP ENTRELAÇADO PERTENCEU AO SERVIÇO DE JOÃO FERREIRA DE ARAÚJO PINTO. CURIOSAMENTE O SERVIÇO É IDENTICO AO SERVIÇO DE GALA DO PALÁCIO DO GOVERNO DA BAHIA, QUE FOI OCUPADO PELO PROPRIETÁRIO DA LOUÇA E TAMBÉM ENCOMENDADO POR ESTE QUANDO ESTEVE A FRENTE DO GOVERNO DA BAHIA ENTRE 1908 E 1911. A ÚNICA DIFERENÇA É O MONOGRAMA DO PROPRIETÁRIO E CLARO A SUPRESSÃO DO BRASÃO DE ARMAS DO ESTADO DA BAHIA. JOÃO FERREIRA DE ARAÚJO PINHO REFORMOU O PALÁCIO DAS MERCÊS (ATUAL PALÁCIO RIO BRANCO), TRANSFORMANDO-O EM RESIDÊNCIA OFICIAL DO GOVERNADOR. O PRATO DO SERVIÇO DO GOVERNO DA BAHIA ESTA REPRODUZIDO NA CAPA E NA PAGINA MARCAS DO FABRICANTE LIMOGES L.P. 24,5 CM DE DIAMETRONOTA: JOÃO FERREIRA DE ARAÚJO PINHO Era filho de Filipe Ferreira de Araújo Pinho e Maria Joaquina de Azevedo de Araújo Pinho. Formou-se na Faculdade de Direito do Recife em 1871. No ano seguinte foi nomeado promotor de sua cidade natal, exercendo o cargo até 1874, quando decidiu seguir a carreira política. Filiado ao Partido Conservador, foi eleito deputado provincial, ocupando o cargo de secretário no governo de Venâncio José de Oliveira Lisboa (1874 1875). Foi presidente da província de Sergipe, de 24 de fevereiro de 1876 a 10 de janeiro de 1877. Foi casado com Dona Maria Luiza Wanderley, filha do Barão de Cotegipe. De quem herdou o histórico Engenho Freguesia propriedade instituída no sec. XVII que havia pertencido dentre outros ao Conde de Passé. Proclamada a república, militou no Partido Nacional e foi um dos candidatos para a junta governativa que pretendia assumir o poder com a deposição de José Gonçalves da Silva em 1891. Em 1903, no Partido Republicano da Bahia, foi eleito senador estadual. Renunciou ao mandato para assumir a presidência do Banco de Crédito da Lavoura da Bahia, em 1905, na gestão de José Marcelino de Sousa, de onde saiu candidato ao Governo do Estado. Eleito, tomou posse no dia 28 de maio de 1908, sob o slogan "menos política e mais administração". Apesar disto, as acirradas disputas políticas tumultuaram seu governo, culminando com a renúncia, às vésperas da eleição em meio ao truculento Governo do Marechal Hermes da Fonseca. Da sua renúncia, efetuada no dia 22 de dezembro de 1911, resultou o trágico bombardeio da cidade do Salvador. Impedido de dar posse o seu substituto legal, de vez que o mesmo foi recusado pela Câmara Estadual, Araújo Pinho baixou um decreto transferindo a Capital para a cidade de Jequié. A justiça federal anulou o decreto. Face a persistência do intuito governamental, as tropas federais, no dia 10 de janeiro de 1912, sob o comando do General Sotero de Menezes, bombardearam o forte de São Pedro, o do Barbalho, e o centro da cidade. Do bombardeio, com a duração de quatro horas, resultou danos no Teatro São João, no Paço Municipal, no Palácio Rio Branco, em algumas casas da Rua Direita, e na Biblioteca Pública (que perdeu dezenas de milhares de livros).